21 de agosto de 2010

Segunda noite de Moenda!




Se vamo "Moendar" então. Daqui a pouco tem inicio, em Santo Antônio da Patrulha, a segunda noite da 24º Moenda da Canção e vocês podem acompanhar AO VIVO clicando AQUI
Assim como na primeira noite, posto aqui pra vocês as nove músicas que estarão no palco do festival.
O Show de abertura (20:30) fica a cargo do Cristiano Quevedo. E no encerramento, "Exotique" do Grupo Tholl.

As músicas de hoje são:

Geografia da Insônia - Canção
Jaime Vaz Brasil, Adriano e Cristian Sperandir
Canta Adriana Sperandir

Satélite - MPB

Léo Nogueira e Fernando Cavallieri
Canta o autor

De Arrepiar a Alma - Chacarera Estilizada
Carlos Omar Vilella Gomes e Piero Ereno
Canta Juliana Spanevello

Elétrica - Milonga
Érlon Péricles
Canta o autor e Pirisca Grecco

A Pedra que Despencou - Milonga
Diego Muller, Sérgio Sodré, Cristiano Barbosa, Robledo Martins e Maurício Lopes
Canta Robledo Martins


A Lágrima do Palhaço - Alternativo (?)
Bárbara Jaques e Thiago Lasserre
Canta a autora

Cabeça
- Milonga
Vinícius e Tuny Brum
Canta o autor

Moleque - Embolada Repentista
Joção Corrêa
Canta o autor

Escritos no Muro Flutuante - Milonga
Jaime Vaz Brasil e João Bosco Ayalla
Canta Robledo Martins

20 de agosto de 2010

Moenda da Canção - Um festival eclético

Assisti pela TV Moenda a primeira noite do festival.
No palco, nove das dezoito concorrentes, mostraram o quanto a Moenda é um festival universal.

A primeira música concorrente foi a milonga "A Lembrança" de Fabrício Marques (tio do Tito, mais novo integrante da família Marques e Rodrigues) e Cícero Camargo, interpretada pelo Raineri Sphor. Dividindo o palco com eles, meu cumpadre Paulinho Bratt e minha amiga querida Clarissa Ferreira (a filha mais mimosa da Martinha e do Armandino).

Em seguida Rafael Ferrari (e seu Bandolim) e Samuca (no acordeón), deram o recado na composição instrumental "Só se for Agora" de autoria deles com o Yamandú Costa.

A terceira música da noite foi "Do Avesso" letra, música e interpretação do carioca João Corrêa que mostrou seu talento cantando, tocando violão e harmônica, acompanhado por um percussionista.

"Em Paz" foi a quarta música a subir ao palco da Moenda. Interpretada pelo meu amigo Pirisca Grecco. A zamba trás letra e música do talentoso Duca Duarte.

Com melodia do cumpadre Bosco e letra do meu amigo Martim César, "As Moças do Tempo" foi a quinta música a se apresentar para o público patrulhense. Na voz de Vinícius Brum acompanhado de um time de feras (Luzinho, Paulinho Bratt, Maré, Marcelinho Freitas, Texo e Miguel Tejera).

Com uma linda letra, Marco Araújo levou ao palco o samba "Espelho Invertido" com melodia do próprio intérprete e letra da paulista Luciane Lopes.

Adriana Sperandir emprestou sua linda voz "A Palavra Terra" de Jaime Vaz Brasil, Adriano e Cristian Sperandir, o destaque da música ficou por conta do arranjo criativo e muito bem executado.

Voz e violão (o que não é comum nos nos festivais por aqui), marcaram a apresentação do paulista Fernando Cavallieri com a sua "Flor do Lácio", uma canção que tem como característica principal, um jogral de palavras.

E pra encerrar a noite (com chave de ouro), o Grupo Chão de Areia apresentou "Violas do Sul do Brasil" de Chico Saga e Mário Tressoldi, com uma apresentação linda, a banda foi acompanha por um grupo de dança.

Neste Sábado, segue a festa apartir das 20:30 (impreterívelmente). O show de abertura é de Cristiano Quevedo, logo após se apresentam as outras nove músicas concorrentes do festival e o espetáculo Exotique, do Grupo Tholl, encerra a segunda noite da 24º Moenda da Canção.
Agora me vou ao berço..um beijo, um abraço, uma melancia e um copo d'água de meia em meia hora...Fuiii!!!!


Muito riso e muita alegria no palco da Moenda

Bueno..
Vou dar uma de tieti..simplesmente MARAVILHOSO o show do meu amigo Victor Hugo (Rei do Carnaval Infantil do Clube Comercial de Taquara..maszaa) com Fernando do Ó e Geraldo Flach "Tantos Carnavais" que fechou a primeira noite da Moenda da Canção! O talento individual de cada um dos três no palco é incontestável, mas gente...o show é maravilhoso! Com um repertório que nos faz voltar no tempo (um tempo que eu não era nascida, ou era bem pequeninha), desde "A turma do funil" ao "Balancê" (quando pequena com 39 de febre não podia ouvir a música que saia saracotiando por dentro de casa). Na terra onde a "Cachaça não é água não" as "águas rolaram"...e pela "Estrela Dalva" que me ilumina prometo que vou assistir ao vivo esse show, nem que seja pros lados de "Maracangalha"..
Um show memorável! Parabéns Victor querido, Fernando e Geraldo!








As fotinhos, capturei das imagens geradas pelo site da Moenda.

ASSISTA AO VIVO A 24º MOENDA DA CANÇÃO


Bueno gurizada... Começou a poucos minutos o show de abertura da Moenda..no palco o patrulhense SAMUCA (foto capturada do site ao vivo) com o seu show "Três Mestres do Acordeon, dividindo o palco com ele, Adriano Sperandir na guitarra, Miguel Tejera no baixo, Cristian Sperandir no teclado, Marco Michelon na batéra e Rafael Ferreira no bandolim. O show tem as participações especiais de Caio Martinez, Adriana Sperandir (foto) e do querido Guilherme Goulart.

Clique AQUI e acompanhe AO VIVO. Em seguida sobem ao palco as nove concorrentes desta noite e pra finalizar Victor Hugo, Fernando do Ó e Geraldo Flach com "Tantos Carnavais"

CLASSIFICADAS 2º CANTO FARROUPILHA - ALEGRETE!!


Buenas gurizada...

Posto pra vocês as classificadas pro 2º Canto Farroupilha, que acontece de 10 a 12 de Setembro em Alegrete.

São elas:

Dias Moreno - Milonga (Luciano Ferreira e Edson Vargas)

Um Poncho Desaba a Tarde - Chamamé (Gujo Teixeira, Juliano Moreno e André Teixeira)

Munício pra Alma - Chamarra (Eduardo Soares e Juliano Gomes)

Quando se quebra um Cavalo - Chamamé (Eduardo Soares e Volmir Coelho)

Amargo - Canção (Silvio Genro e Duca Duarte)

Num Saludo de Fronteira - Chamamé (Zéca Alves e Érlon Péricles)

Pra quem sabe da Canoa - Chamamé (Jorge Nicola Prado, Glademir Escobar e Diogo Matos)

Cerca Caída - Chamarra (Ramiro Amorim e Zulmar Benitez)

O Lado Esquerdo - Milonga (Osmar Proença e Mauro Flores Polenz)

Um dia de Luz - Chamarra (Gujo Teixeira e Luciano Maia)

Romance dos 4 Tentos - Rasguido (Rafael Ferreira e Juliano Moreno)

A Don Marcírio Corrêa - Rasguido (Joel de Freitas Paulo e Ederson Paulo Mello).


E na fase local, foram escolhidas:

A Cruz - Chamamé (Maximiliano A. de Moraes e Filipe Coelho)

Ciclo - Milonga (Laurence Brum de Souza)

Pra quando eu cruzar a linha - Chamamé (Paulo Garcia e Cristiano Fatinel)

Me Basta o que Tenho - Chamarra (Marquito F. da Costa e Filipe Coelho)

Do Pelo que não Nega - Rancheira (Marcelo Mendes e Gerson Brandolt e Beto Villaverde)

Laços e Louças - Marcha (Gerson Brandolt e Beto Villaverde)

Co'a Alma nas Nazarenas - Milonga (Maximiliano A. de Moraes e Pedro Trevisan)

A Flor da Janela - Chamarra (Derlimar Costa)


Bom findi pra vocês!



19 de agosto de 2010

24º MOENDA DA CANÇÃO AO VIVO


Buenas meus amigos..
Hoje começa a 24º edição da Moenda da Canção em Santo Antônio da Patrulha (acredito eu que lá pelas 20:30 horas). Fiquei "pelas casas" portanto, posto pra vocês o que vai ta acontecendo por lá em "real time" maszaaa..(melhor que isso só no Reponte..cobertura mega completa..me aguardem!!!).
Pra quem quiser me acompanhar, o festival vai estar passando AO VIVO (audio e vídeo) pelo site da Moenda e basta clicar AQUI
Pra quem quiser acompanhar pelo rádio, aqui vai a minha dica
www.standernovosom.net
Não se assustem porque a Moenda, pra quem não sabe, é um festival que contempla todos os estilos, tanto que vários nomes que estarão no palco são desconhecidos aqui no sul.
O Show de abertura de hoje, fica por conta do meu amigo Samuca com o seu "Três Mestres do Acorden", logo após as primeiras nove concorrentes sobem ao palco, e pra finalizar a noite o show imperdível "Tantos Carnavais" com meu amigo querido Victor Hugo, Fernado do Ó e Geraldo Flach.
Já postei a ordem das músicas..mas já sei que vocês não vão procurar mesmo..então coloco de novo! Os poemas, pra quem quiser acompanhar, estes sim, estão nos posts mais abaixo.

A Lembrança - Milonga
Fabrício Marque e Cícero Camargo
Canta Raineri Sphor

Só se for agora - Instrumental

Yamandú Costa, Rafael Ferrari e Samuel Costa
Executam a composição Rafael Ferrari no bandolim e Samuca no Acordeon

Do avesso - Galope
João Corrêa
Canta o autor

Em paz - Canção
Duca Duarte
Canta Pirisca Grecco

As moças do tempo - Toada
Martim César e João Bosco Ayala
Canta Vinícius Brum

O espelho invertido - Samba
Luciane Lopes e Marco Araújo
Canta o autor

A palavra terra - Canção
Jaime Vaz Brasil, Adriano e Cristian Sperandir
Canta Adriana Sperandir

Flor do Lácio - MPB
Zé Edu Camargo e Fernando Cavallieri
Canta o autor

Violas do sul do Brasil - Toada
Mário Tressoldi e Chigo Saga
Canta o Grupo Chão de Areia

Abrazo e bom mate! :D

Letras da Moenda 6


Gurizada...

Fechando o "Letras da Moenda", posto pra vocês as três últimas letras que estarão no palco do festival no próximo sábado. "Cabeça" de Vinícius Brum que será interpretada pelo autor; "Moleque" de João Corrêa, também interpretada pelo autor (bahh esse tal "autor" tem peso de música) e "Escritos no Muro Flutuante" de Jaime Vaz Brasil interpretada pelo meu excelentíssimo esposo, Robledo Martins (foto)

CABEÇA
Gênero/Ritmo básico: Milonga
Letra: Vinícius Brum (Porto Alegre – RS)
Música: Tuny Brum (Santa Maria – RS)
Intérprete: Vinícius Brum

Cabeça desalojada
Cada memória, um punhal
O pensamento é ferida
Aberta dentro do sal.
Cabeça a vestir nevoeiros
E dentro é só vendaval
Idéias feitas de raio
Solidão meridional.

Cabeça despetalada
Formigueiro, faxinal
Náufrago morro de sede
No meio do temporal.
Cabeça de casas velhas
Futura cabeça modal
As paredes têm
murmúrios
Choram lágrimas de cal.

Cabeça avessa cabeça
Num vestido fantasmal
Todas as folhas caindo
Do seu vazio outonal.
Desordenada cabeça
Desmantelada cabeça
Cabeça já sem cabeça
Na sua nudez primal.

O meu amor sem cabeça
Enlouquecendo sem pressa
Coração que me arremessa
Todo o bem, e todo o mal.


MOLEQUE
Gênero/Ritmo básico: MPB/Embolada Repentista
Letra e música: João Corrêa (Rio de Janeiro – RJ)
Intérprete: J
oão Corrêa

Dá-lhe Moleque!
Moleque esperto
Nasceu sem lua
Nasceu pra se virar
Pé-de-goiaba, abacateiro
Tantos quintais
Pra fome não matar
Pedindo esmola
Cheirando cola
Brincar no sonho
Dormir não acordar
Anjo descalço
Faltando asas
No voo triste
Estampado no olhar
Malabarista do asfalto quente
Pedindo a gente
Esperança pra lhe dar
Arma de fogo
Choro calado
Desesperado

Pronto pra atirar

A infância perdida no imenso Brasil
É o veneno desse país
Eu canto esta rebelde melodia
São os filhos de Deus nosso Senhor

Tem moleque na redoma da riqueza
Não imagina a pobreza
De um pequeno coração
Tem moleque cego, coxo, mudo e surdo
Que se vira absurdo
Um encontro com a emoção
Tem moleque a mercê de cão raivoso
Covarde impetuoso
Na perdida profissão
Tem moleque rasgando lindo sorriso
Que às vezes é preciso
Desvendar a solução
Tem moleque fruto da realidade
Filho da infeli
cidade
Cadê o futuro da nação?

Dá-lhe moleque!
Moleque esperto
Fazendo o certo
E a vida encontrar
Esconde-esconde
A brincadeira
Minha criança
Corra e vai brincar
Vá caminhando
Não tenha medo
Já desde cedo
Saiba enfrentar
A claridade
Sol de alegria
Quem sabe um dia
Isso tudo vai mudar

A infância perdida no imenso Brasil
É o ven
eno desse país
Eu canto esta rebelde melodia
São os filhos de Deus nosso Senhor


ESCRITOS DO MURO FLUTUANTE
Gênero/Ritmo básico: Milonga
Letra: Jaime Vaz Brasil (Pelotas – RS)
Música: Jo
ão Bosco Ayala e Everson Maré (Guaíba – RS)
Intérprete: Robledo Martins

Um vento leve em meu corpo
ergueu-me um pouco do piso.

(O real do imaginário
coração, já não diviso).

A mentira e a verdade
são vizinhas e distantes

erguendo suas pandorgas
sobre um muro flutuante.

(Alaridos de guerrilha,
mansidões de peregrino,

cada verso tem o peso
de um planador sem destino

voltando aos poucos à pista
que talvez ainda exista).

Do concreto ao intangível
o poema vai ao muro

pleno de pampa e de mundo,
solto às linhas do futuro.

A caminho da fronteira
o silêncio se conjuga

enquanto cerra ou transpassa
as portas de cada fuga.

(Olhos fechados, me escuto
e ouço por dentro um menino

dizendo que em cada verso
há um planador sem destino

voltando aos poucos à pista
que talvez ainda exista).

Bem lembrado pela Ju...


Gauchada...
Amanhã começa a Moenda e eu nem tinha dado dica de hoteis e pousadas nada pra vocês..mas como isso??? heheh Ainda bem que a Jú me lembrou.
Bueno...Santo Antônio da Patrulha fica a aproximadamente 80 Km de POA, 452 KM de Bagé, 336 KM de Pelotas e 400 KM de Santa Maria.
Por lá encontrei dois lugares para se hospedar A Pousada de Todos os Santos - http://www.pousadadetodosossantos.com.br/ (51) 33344642 e o Hotel Pousada Viajantes (51) 36622338 .
Tá dada a dica...
Abraço e bom mate !

Letras da Moenda 5

Buenas..
Amanhã começa a 24º edição da Moenda da Canção em Santo Antônio da Patrulha e seguindo a nossa sério "letras da Moenda" posto pra vocês, mais três letras que estarão no palco na noite de sábado. Érlon Péricles e sua "Elétrica" com o Pirisca (foto1) "canariando"; Diego Muller, Sérgio Sodré e Cristiano Barbosa com "A Pedra que Despencou" com a interpretação e melodia do Robledo Martins (foto2). E "A Lágrima do Palhaço" com letra e interpretação de Bárbara Jaques
.

ELÉTRICA
Gênero/Ritmo básico: Milonga
Letra e Música: Érlon Péricles (Porto Alegre – RS)
Intérpretes: Érlon Péricles e Pirisca Grecco

Milhões de descargas elétricas,
num milongão de fronteira...
É coisa feia, coisa feia, coisa feia!

Um choque cultural anestésico,
à minha maneira...
Que corcoveia, corcoveia, corcoveia!

Elétrica milonga na minha guitarra,
firmando a tradição e o que ela me fala!

Bota essa bombacha pra dançar
num surungo noite afora,
vejo a poeira levantar.
Bota essa bombacha pra dançar,
porque a eletricidade da milonga é de mata!

Elétrica...
Corrente que não pode se cortar!
Elétrica...
Não deixa essa milonga se apagar

A PEDRA QUE DESPENCOU
Gênero/Ritmo básico: Milonga
Letra: Diego Müller, Sérgio Sodré e Cristiano Barbosa (Canoas - RS)
Música: Robledo Martins e Maurício Lopes (Pelotas - RS)
Intérprete: Robledo Martins

Devolvo ao lugar antigo
A pedra que despencou

Do memorial que ficou
Num fundo de inyernada...
Silhueta arredondada
Moldando a paz do varzedo,
Misto de entono e segredo
Rodeando a terra rebolcada!

Costeia no pé do serro,
Os caponetes de aroeira...
Se adoça de pitangueiras
Quando a estação coloreia...
Tuas frestas, igual veias
Onde circula a lembrança
Dos que deixaram distâncias
Pra o índio que campereia!

Chão batido — pêlo e terra —
Estroncas inda aguentando,
Touro entonado berrando
No ritual de outro banho...
Hoje limitas rebanhos
— Pra sustento da minha terra —
Mas escorastes nas guerras
Muito o zunir dos estanho!!!bbh

Velha mangueira de pedra...
...Me assombraste na infância,
Quando eu sorvia na estância
Tantas coisas que aprendi...
E ao apeiar, eu senti,
Um anseio que insiste:
Que bom se o pago sentisse
Esta paz que há em ti!

Assim, ajeito outras pedras
— Em respeito não me apuro —
Mas repenso um futuro.
Que aos poucos vem apertando.
E me pergunto: até quando
Escutarás minhas esporas?...
...Porque vejo, campo a fora,
A criação se findando!!!

A LÁGRIMA DO PALHAÇO
Gênero/Ritmo básico: Alternativo
Letra: Bárbara Jaques (Recife – PE)
Música: Thiago Lasserre (Recife – PE)
Intérprete: Bárbara Jaques de Góes

Para que? Tanto sorriso se não vai sobrar
Nem um pedaço pra poder contar
Que esse palhaço pode enfim, guardar
Algum sorriso pra depois

E não houver mais nenhum bis
A maquiagem acabar
Poder tirar o seu nariz

Alegoria em seu chapéu
Esconde seu lado cruel
Difícil de equilibrar
Andando em corda bamba

Lona, dezenas de cambalhotas
E as piadas idiotas
Que todo mundo sempre ri

Foge com esse seu sapato grande
Antes que alguém se manque
E deixe de te assistir

Olha só, o saltimbanco só é de dar dó
O trapezista não quer lhe ajudar
E só o levou a jaula dos leões
E emprestou o seu batom

Pro artista se pintar
Fazer renascer o dom
De ridicularizar

Lá vem o mago com seu chapéu
Fez um estrago ao palhaço
Fez desaparecer de imediato
Toda sua alegria

Olha o coelho na cartola
O velho som da radiola
E o palhaço a chorar

E molha sua roupa colorida
Tanta lágrima caída
Sem ninguém pra lhe animar

18 de agosto de 2010

Letras da Moenda 4

Buenas gauchada, depois de ver meu COLORADO ser CAMPEÃO da América, posto aqui pra vocês as três letras das primeiras músicas que estarão no palco da 24º Moenda na noite de sábado. Jaime Vaz Brasil, Léo Nogueira e Carlos Omar Vilella Gomes assinam as poesias das composições. Na foto ao lado, minha amiga Jú Spanevello que irá interpretar "De Arrepiar a Alma".

GEOGRAFIA DA INSÔNIA
Gênero/Ritmo básico: Canção
Letra: Jaime Vaz Brasil (Porto Alegre – RS)
Música: Adriano Sperandir e Cristian Sperandir (Osório – RS)
Intérprete: Adriana Sperandir

No colo da minha insônia
vejo a fome a andar nas sotas
das gordas que, de Botero,
não vão aos pratos de Angola.

Sinto guerras, maremotos
e espadas de Andaluzia.
Uma Odisseia, um naufrágio
e tudo o que eu não queria.

No colo da minha insônia
— voluntário e delirante —
há um Leonardo gritando
ao futuro e seus distantes.

A morte nas mãos de Goya:
um grito preso. (E liberto).
Theo, no amarelo das cartas,
girassola um sol incerto.

Vai meu sono, vai,
e canta o que não cantei.
Vai meu sono, vai...
pra onde mais não sei.

No colo da minha insônia
sou gigante e sou pequeno.
(Entre Amadeus e Salieri,
me liberto e me condeno).

No céu, Ghandi a fazer roupa
reparte a paz que alucina
com o homem que — sem armas —
parou um tanque na China.

No colo da minha insônia
desmaio, cansado e mudo.
(E o sono faz, sem alarme,
o desarme dos escudos).

A noite arma o cenário:
sou cavaleiro e cavalo.
Beijo as Valquírias de Wagner.
Fecho os olhos. E me calo.
Vai meu sono, vai (...)

SATÉLITE
Gênero/Ritmo básico: MPB
Letra: José Leonardo Ribeiro Nogueira (Léo Nogueira) (São Paulo – SP)
Música: Fernando Cavallieri (Santo André – SP)
Intérprete: Fernando Cavallieri

Eu tempero as palavras que digo
Pra caberem no teu paladar
As canções que nasceram comigo
Eu perfumo pra te embriagar

Meu amor mora em tudo que faço
Meu olhar te enxerga sem ver
Sou satélite solto no espaço
Gravitando ao redor de você

Mas em tudo que faço eu falho
No desejo de te alcançar
Eu desbravo a floresta do atalho
Que é o caminho mais longo que há
Mas em tudo que faço eu falho
No desejo de te alcançar
Eu desbravo a floresta do atalho
Que é o caminho mais longo que há

Se ao menos você me odiasse
Ou tivesse por mim compaixão
Pros teus olhos eu não tenho face
Sou um verme na escuridão
Sou Quasímodo sem Esmeralda
Sou Quixote sem livros pra ler
Agarrando o vazio pela cauda
Nem sofrendo eu te causo prazer

Mas em tudo...

DE ARREPIAR A ALMA
Gênero/Ritmo básico: Chacarera Estilizada
Letra: Paulo Righi e Carlos Omar Villela Gomes (Santa Maria – RS)
Música: Piero Ereno (Jaguari – RS)
Intérprete: Juliana Spanevello (foto)

Um riso estranho (de arrepiar a alma!)
afoga o silêncio na noite estrelada;
E até a lua que fazia sala
se escondeu com medo dessa gargalhada.

Esses rumores que chegam do nada,
vêm encher de sombras o campo vazio;
Riso com jeito de alma penada,
assustando os homens com seu assovio.

Tem um fantasma recorrendo a noite,
a espalhar espantos do que não se viu;
As suas sombras têm jeito de açoite,
castigando o mato, rebelando o rio!

Um quero-quero se põe em alerta,
a fazer dueto com seu assovio;
É o vento forte que virou fantasma
congelando os ossos de quem não tem frio!

Há um fantasma pela madrugada
a mostrar suas garras pra quem não quer ver;
Olhos pequenos cuidam as janelas
sem baixar a guarda até o amanhecer.

O vento segue com suas correntes,
arranhando as tábuas e o santa-fé;
Quem sente medo não acha consolo
e não prega o olho, de orelha em pé!!

Triagem 2º Canto Farroupilha - Alegrete


Gaúchos e gaúchas...
Amanhã acontece a triagem do 2º Canto Farroupilha de Alegrete. O Festival acontece nos dias 10,11 e 12 de Setembro. No corpo de jurados Nilton Ferreira, Shana Muller (foto), Anomar D. Vieira e Marcelo Caminha. A coordenação do festival fica a cargo do Cabo joão.
Assim que souber de alguma coisa posto aqui pra vocês..
Dedinhos cruzados galera!

Pelotas de "Doma e Canto"


Antes de falar no Festival quero das os parabéns de público ao Fabricío Harden e toda a equipe pela iniciativa. Pelotas, uma das maiores cidades do estado, e com um "casting" de instrumentistas e intérpretes do mais alto gabarito, não tinha um festival de música ha mais de 10 anos.
O III Tradição e Coragem - Festival de Doma e Canto, acontece na Associação Rural de Pelotas (foto) nos dias 08, 09 e 10 de Outubro. As inscrições encerram dia 03 de Setembro (data de chegada), podem músicas em português e espanhol. O festival é CAMPEIRO, a ajuda de custo é R$ 1.000,00 e o primeiro lugar paga R$ 2.000,00 o segundo R$ 1.500,00 e o tercerinho milão. As paralelas pagam R$ 300,00 (intérprete, instrumentista, arranjo e poesia) e a mais pop R$ 800,00. Serão classificadas na triagem doze músicas que estarão direto no cd do festival (todas na final), cada autor pode classificar até duas músicas, assim como os intérpretes e instrumentistas podem também defender duas composições. O regulamento completo pra dowload no site da minha amiga Juliana Spanevello.
Abraço e Bom mate!

17 de agosto de 2010

Letras da Moenda 3


Bueno gauchada..encerro a noite de sexta com essas três letras. Jaime Vaz Brasil (A Palavra Terra)Zé Edu Camargo (Flor do Lácio) e Chico Saga e Mário Tressoldi (Violas do Sul do Brasil).

A PALAVRA TERRA
Gênero/Ritmo básico: Canção
Letra: Jaime Vaz Brasil (Porto Alegre – RS)
Música: Adriano Sperandir e Cristian Sperandir (Osório – RS)
Intérprete: Adriana Sperandir (foto)

Na palavra terra
cabe o mundo e mais um tanto:
o vento na árvore, o abano ao céu que sabe a folha
enquanto a raiz chão adentro se crava.
Nela, vai o sigilo da lavra pedindo a cada semente
que tente voltar ao sol, longe do sono dos silos.
Silêncio é preciso ao falar
em liso destino em chão de milagre:
num simples grão, cabe a vida.

Vai um mundo vai
vai um mundo
vai um mundo vai
e mais um tanto.

Na palavra terra
cabem as aves e os peixes.
Secas e cheias maldizemos, ingratos: a natureza não sabe
de alguém que leia e entenda seus atos.
Na palavra terra
cabe o inseto e o homem.
O que nela prossegue ou some
vai nos calos, nas veias, vai no sangue
no concreto, no que venta...
No que é vivo e no que tenta.
Na palavra terra, na lavra do espanto
de um grão que encerra a vida.

Vai um mundo vai
vai um mundo
vai um mundo vai
e mais um tanto.

Nela, cabe a lavra
que pede cada manhã.
O sol nas espigas acorda em ouro e amanhece nos galos
que tecem as teias claras do dia....

Vai um mundo vai
vai um mundo
vai um mundo vai
e mais um tanto.



FLOR DO LÁCIO
Gênero/Ritmo básico: MPB
Letra: José Eduardo Camargo (Zé Edu Camargo) (São Paulo – SP)
Música: Fernando Cavallieri (Santo André – SP)
Intérprete: Fernando Cavallieri

Podia ser dinamarquês.
Podia ser russo ou inglês.
Tupi-guarani, não importa.
Num sinal qualquer com as mãos,
Qualquer uma língua morta.

Podia ser num hieróglifo,
Em grego, latim ou egípcio
Ou num grito gutural.
Num tratado em alemão,
Num dialeto do Nepal.

Podia ser criptografia, mandarim,
Telepatia, Morse...
Ou num cartão postal,
Em francês do Senegal.

Podia ser Yorubá, Esperanto, um blá-blá-blá,
Banto, Keto, catalão,
Num mural em aramaico,
Ideogramas pelo chão.

Podia ser gíria do gueto,
Num afresco, um arabesco...
Numa bolha de sabão,
Projeção de holografia
Na parede da ilusão.

Mas você mirou no alvo do ouvido
e fez a vida ter sentido
quando disse “Eu te amo!”
...em português.



VIOLAS DO SUL DO BRASIL
Gênero/Ritmo básico: Toada
Letra e música: Mario Tressoldi e Chico Saga (Tramandaí – RS)
Intérprete: Grupo Chão de Areia

O tropeiro trouxe a viola
Pra tocar no sul do Brasil
E matar a saudade da sua morada,
Foi assim que Rio Grande ao sertão se uniu.

Do pó da estrada... ao radio de pilha...
Que tocava moda, toada e canção,
A viola caipira por onde passava,
Trazia alegria pra quem lhe escutava
E assim encantava qualquer coração.

A viola veio pra esta terra
E o seu coração se encantou,
Animou tantos bailes e festas do povo,
Foi lamento de um moço que se enamorou.

Andou na estrada com a fé do Divino,
Tocando catira pro povo dançar,
No Terno de Reis visitou tanta casa,
A magia cabocla então ganhou asas
E no nosso sertão conquistou seu lugar!!!

A viola também é do sul,
Na cultura migrante ancestral,
O gaúcho é rincão e sertão,
Nos recantos do meu litoral...

Por aqui plantou a semente,
Fez o nosso povo cantar
Tantas modas bonitas de amor pela terra,
Espalhou alegria por todo lugar.

Um som brasileiro que encurta distâncias
Paixão sertaneja que canta e sorri,
Foi o sol da manhã que acordou passarinho,
O Rio Grande até hoje não canta sozinho,
Depois que a viola chegou por aqui.

PRAZO ESTÂNCIA


Gurizada, amanhã se finda o prazo do Estância da Canção Gaúcha. O festival que acontece em São Gabriel é bem capeiro, e o juri este ano conta com: João de Almeida Neto, Sabani, Miguel Bica, Miguel Marques e Gujo.
O primeiro lugar leva R$ 3.000,00 o segundo R$ 2.000,00 e o tercerinho R$ 1.000,00. As paralelas (Melhor: poesia, arranjo, instrumentista, arranjo vocal, interprete, mais pop, tema campeiro, indumentaria) troféu.
O festival acontece nos dias 16,17 e 18 de Outubro na terra dos Marechais e a ajuda de custo é R$ 1.800,00.
Mão a obra..cdzinho e seis cópias da letra para Rua General Mallet 626, centro. Cep - 97300000 -São Gabriel/RS.
Abraço e bom mate!

Letras da Moenda 2


Seguindo o nosso "Letras da Moenda" posto pra vocês as letras de Duca Duarte (Em Paz), Martim César (As Moças do Tempo) e Luciane Lopes (O Espelho Invertido).

EM PAZ
Gênero/Ritmo básico: Canção
Letra e Música : Duca Duarte (Porto Alegre – RS)
Intérprete: Pirisca Grecco

Quero andar em paz
Respirando todo gosto de outono
Que esse vento traz
Quero andar em paz!

Quero andar em paz
Retirando do caminho as pedras
Vou deixando as perdas que ficam pra trás
Quero andar em paz!

E vou andar bem mais
Bem mais do que me foi previsto
A estrada é longa, mas eu não desisto
A conquista é fruto do que a gente faz

Quero andar em paz
E a cada passo refazer o chão
Pra demonstrar minha convicção
por toda vida quero andar em paz!



AS MOÇAS DO TEMPO
Gênero/Ritmo básico: Toada
Letra: Martim César (Jaguarão – RS)
Música: João Bosco Ayala (foto) (Guaíba – RS)
Intérprete: Vinícius Brum

A primeira que pousou na antena
Trouxe em suas asas a notícia do verão
Depois a outra, repetindo a cena
Confirmou a vinda da nova estação

Depois o bando, pousando nas linhas
Cifrou um poema que copiou do vento
E pareciam musas — essas andorinhas —
Anunciando, assim, o demudar do tempo

Mas como saberiam se não eram naves
Tampouco satélites singrando o céu?
Se — olhando assim — eram tão só aves
Pequeninos pontos escritos num papel?

Talvez recordassem, revoando as casas
Um tempo distante, muito mais além
Quando todos os seres ostentavam asas
Que, sendo de sonhos, voavam também

Cá embaixo homens, neste outro extremo
Dos fios das antenas, num viver virtual
Esperam o anúncio num visor pequeno
Da nova estação, em caixas de metal

Cada vez mais longe essa humanidade
Do idioma simples das coisas naturais
Quanto mais concreto, menos liberdade
Tem-se quase tudo... só não se tem paz!



O ESPELHO INVERTIDO
Gênero/Ritmo básico: Samba
Letra: Luciane Lopes (Mirassol – SP)
Música: Mauro Araújo (Porto Alegre – RS)
Intérprete: Marco Araújo

Sobre o que falam poetas
Nas mesas dos bares
Nos becos e arredores
De outros ouvidos

Gemem baixinho ilusões, compromissos
Ditam perdões e canções sem sentido
Insensatos, narram fatos pelas mãos

Sobre o que mentem poetas
Por linhas tardias
Dentro das bocas macias
Desenhadas sobre o papel

Em guardanapos retratos, histórias
Memórias de amor e desejo
O espelho invertido no tempo, desilusão

E a esmo pedem esmola
Esfolam gargantas e morrem
Em mais uma noite vivida sem medo

Amam e sabem demais os poetas
Sofrem as dores do mundo
Sementes ao vento, coração vagabundo

16 de agosto de 2010

Cooperando!


Depois de passada a euforia da melodista (liguei errado pro Robledo 4x)..heheheh..me atinei que não escrevi nada..só joguei os nomes das composições e autores.
Bueno, como todos sabem O Rio Grande Canta o Cooperativismo é, hoje, um dos festivais com melhor estrutura (recebem os músicos como poucos) e com melhores "pilas". Uma música classificada pra final do festival rende no mínimo 9 mil reais. As premiações paralelas pagam entre 3 e 4 mil reais. Tá bom pra mim, e pra vocês?
Então meus amigos, sei que assim como eu to loca de faceira com a minha "zambita", tenho certeza que cada um que classificou uma marca lá tambem tá..e pra aqueles que não passaram esse ano..ano que vem tem de novo gurizada! E vale a pena tentear sempre! Foram 286 músicas pra tirar solamente 30.
Ainda não foram divulgadas as eliminatórias de cada música, mas as datas são: 25 de Setembro (Santa Rosa), 29 de Outubro (Rolante) e 20 de Novembro (Antônio Prado). A grande final acontece em 10 de Dezembro em Ibirubá.
Parabéns aos meus amigos queridos que vão estar com a gente no coopéra..Adão Quevedo(foto), Rômulo Chaves, Bosquinho, Juca Moraes, Nilton Jr, Caine Garcia, Zulmar Benitez..e peso de outros...Niltão Ferreira, Jean Kirchoff, Carlos Omar, Joel de Freitas Paulo, Raul Quiroga, Tuny, Ithi, Penna Flores, Juliano Javoski..ihh por ai afora.."simbora" coperar!!!

CLASSIFICADAS PRO COOPÉRA!!



Em primeira mão posto pra vocês...

ANJO URBANO
Letra - Chico Saga-Mário Tressoldi-Flávio Júnior
Música - Chico Saga - Mário Tressoldi
Sicredi Nordeste - Rolante

O SUL EM SI
Letra - Juca Moraes
Música - João Bosco Ayala - Nilton Jr
Sicredi Centro Leste - Guaíba

O CAMPO JÁ NASCEU COOPERATIVA
Letra - Caine Teixeira Garcia
Música - Zulmar Benitez
Sicredi Fronteira Sul - Bagé

FRONDOSA BANDEIRA

Letra - Adão Quevedo
Música - MINHA!!!! Aline Ribas
Sicredi Zona Sul - São Lourenço do Sul

ORIGENS E PRINCÍPIOS

Letra - Alvandy Pereira Rodrigues
Música - Juliano Javoski
Sicredi Pioneira - Novo Hamburgo

IDEAL COOPERATIVISMO
Letra - Wolmar da Costa Flôres
Música - Jair Oliveria de Medeiros
Cooperagro - São Pedro do Sul

VENTOS DE ESPERANÇA
Letra - Flaubiano Lima
Música - Nilton Ferreira
Sicredi Nordeste - Rolante

CORAÇÃO SOLIDÁRIO

Letra - Ramires Monteiro
Música - Sabani Felipe de Souza
Sicredi Região Centro - Sta Maria

A UNIÃO FAZ A FORÇA!
Letra - Joel de Freitas Paulo e Othelo Caiaffo
Música - Juliano Moreno
Sicredi Sudoeste - Santana do Livramento

COOPERAR É PROGREDIR

Letra - Carlos Alberto Litti Dahmer
Música - Sandro Souza
Sicredi Augusto Pestana - Ijuí

O QUE SERÁ?
Letra - Belmiro Ferreira Pereira
Música - Luiz Cardoso
Sicredi Sudoeste - Santana do Livramento

UMA SÓ VOZ
Letra - Duca Duarte
Música - Cristiano Quevedo
Sicredi Vale do Camaquã - Piratini

COLMÉIA
Letra - Carlos O. Villela Gomes-Bianca Bergmam
Música - Jean Kirchoff
Sicredi Vale do Soturno - Faxinal do Soturno

A CANÇÃO DE TODOS NÓS
Letra - Rômulo Chaves
Música - Robledo Martins
Sicredi Grande Palmeira - Palmeira das Missões

ELOS DA CORRENTE
Letra - Wolmar da Costa Flores
Música - Cristiano Rodrigues
Cooperagro - São Pedro do Sul

O SONHO QUE VIVE NA GENTE
Letra - Thiago Suman e Guilherme Suman
Música - Matheus Alves
Sicredi Mil - Porto Alegre

NAQUELE TEMPO

Letra - Aliomar Pereira Rodrigues
Música - Adair Rubim de Freitas
Sicredi Grande Palmeira - Boa Vista das Missões

DA CAPITAL NACIONAL
Letra - José Henrique Rodrigues
Música - Raúl Carlos Quiroga Coronel
Sicredi Pioneira - São Leopoldo

DE CARREIRA ATADADA
Letra - Josué Fernando Scheffer
Música - Miguel Ângelo de Freitas
Sicredi Pioneira - Novo Hamburgo

SOB A LUZ DE UM NOVO DIA

Letra - Cristiano Quevedo
Música - Érlon Péricles
Sicredi Vale do Camaquã - Piratini

AS SETE LIÇÕES
Letra - Claudionir Araújo Bastos
Música - Jaime Ribeiro
Sicredi Itaqui - Uruguaiana

FEMININA
Letra - Chico Saga - Mário Tressoldi
Música - Chico Saga - Mário Tressoldi
Sicredi Nordeste - Rolante

UMA ANDORINHA SÓ NÃO FAZ VERÃO
Letra - Jaime Lopes Izquierdo
Música - Francisco Saratt
Sicredi Pol RS - Porto Alegre

NA ESCOLA DA NATUREZA
Letra - Belmiro Pereira
Música - Luiz Cardoso
Sicredi Sudoeste - Santana do Livramento

DEPOIS DAS CHAMAS
Letra - Rômulo Chaves
Música - Tuny Brum
Sicredi Grande Palmeira - Palmeira das Missões

CADA VEZ MAIS VIVO

Letra - Ivo Ladislau - Claudio Amaro
Música - Edson Vieira - Dani DK
Sicredi Metrópolis - Porto Alegre

LIÇÕES DA HISTÓRIA
Letra - João Albino de Medeiros Farias
Música - Luiz Carlos Ranoff
Sicredi Missões - Santo Angelo

VIÉS DOUTRINÁRIO
Letra - Áurea Rosangela da Rosa - Alberto Sales
Música - Zulmar Benitez
Sicredi Pioneira - Caxias do Sul

MINHA COOPERATIVA
Letra - José Claudino de Lucca
Música - José Claudino de Lucca
Sicredi Missões - Santo Angelo

A BANDEIRA DA COOPERAÇÃO

Letra - Dionei Kurt Wommer
Música - Dionei Kurt Wommer
Sicredi Região da Produção - Sarandi

Letras da MOENDA


Buenas indiada..
Na próxima sexta, começa a 24º edição da Moenda da Canção de Santo Antônio da Patrulha. E hoje eu começo a postar as letras das músicas que serão apresentadas nas 3 noites de festival em ordem de apresentação. Lembro a vocês que o festival vai ser transmitido AO VIVO pelo site da Moenda (mais pertinho coloco o link).
Começo o "Letras da Moenda" com: A Lembrança (Fabricio Marques e Cícero Camargo) e Do Avesso (João Corrêa). Todas as letras são disponibilizadas no site do Festival.

A LEMBRANÇA
Gênero/Ritmo básico: Milonga
Letra: Fabrício Marques (Pelotas - RS)
Música: Fabrício Marques e Cícero Camargo
Intérprete: Raineri Spohr (foto)

Será mesmo a lembrança
Algum tipo de tesouro?...
É certo que quase sempre
Vale mais que prata e ouro!...
Mas por que tanto valor,
Tanto amor ali guardado?...
Se pra ser lembrança, antes,
Tem que ter ou ser passado!

Também guardo muitas delas
— Momentos de alegria —
Pra dar vida e mais sentido
Quando bate a nostalgia
Muito embora entristecido
Pela ausência de carinho...
Por que é que só lembramos
Quando nos vemos sozinhos?

A lembrança é um refúgio
Nosso mais fiel amigo
Mas, por vezes mais amarga
E penosa que um castigo
É quem guarda nossa história
E nos conta se preciso
Escorrendo pela face
Quando lembra algum sorriso!

Mesmo assim ainda a cuido
E me entrego por inteiro...
Hoje é só mais um recuerdo
Porém, foi alma primeiro!...
Se é o legado que nos resta
Desde os tempos de criança,
Dou a vida por meus sonhos
Antes que virem lembranças!...

SÓ SE FOR AGORA
Gênero/Ritmo básico: Choro – Instrumental
Música: Yamandú Costa, Rafael Ferrari e Samuel Costa(Guaíba – RS)
Intérpretes: Bandolin: Rafael Ferrari - Gaita, Samuel Costa

DO AVESSO
Gênero/Ritmo básico: Galope/MPB
Letra e música: João Corrêa (Rio de Janeiro – RJ)
Intérprete: João Corrêa


A vida tá mesmo do avesso
Muita estória pra gente contar
Esperança muda de endereço
Oh! Danada pra viajar

Quando chove às avessas
Alagando o sertão
Ou nossa água lasca a seca
Qualquer um perde a razão
Eu não sei mais o que faço
Em qual hora vai parar
Oh! "vidinha" de embaraço
É pedreira pra quebrar


Quando matam a minha fome
É esmola pra agradar
Eu queria é ter certeza
Minhas mãos pra trabalhar
Eu não sei mais o que faço
Não nasci para roubar
Mas aquele tal ricaço
Rouba sem pestanejar


Peixe que voa, na beira do rio
Pedra que cai, parece no cio
A cara do mundo é de arrepio
Fora do lugar! Bala perdida, morte certeira
Ciranda do povo é na fogueira
Nossa cultura, grande besteira
Fora do lugar!


Quando o mal se alastra em lama
Alguém sempre quer nadar
Se o bem vem clareando
A luz forte faz cegar
Eu não sei mais o que faço
Tenho medo de ser bom
Se o mal rege o compasso
Ele acaba dando o tom


Quando um homem vira preço
É bem-vindo pelo que tem
Uma chance, um começo
Simplesmente ser alguém
Eu não sei mais o faço
O meu choro é meu perdão
Dentro de um peito de aço
Ainda bate um coração


Volte esperança, não nos abandone!
Não viaje tanto, não fique longe
Nós precisamos da senhora, esperança
Não nos deixe, por favor!
O mais rápido possível, volte, volte,
volte...

15 de agosto de 2010

PIERO E JEAN: OS NOMES DO GRITO DO NATIVISMO



Meus amigos Piero Ereno e Jean Kirchoff (foto) foram os nomes do 21º Grito do Nativismo de Jaguari, com muito merecimento! O Piero levou nada mais, nada menos, que os canecos de primeiro e segundo lugar. Jean, interpretou a campeã e foi o melhor Intérprete do festival (minha amiga Ana deve tar muiiitooo orgulhosa do maridão!)...
PARABÉNS QUERIDOS!!
Abaixo a premiação do festival, que contou com um corpo de jurados competentes. Acompanhei pelo rádio e posto em primeira mão pra vocês..


1º LUGAR
NAMORADO DAS RIMAS
Ramires Monteiro e Piero Ereno
Intérprete Jean Kirchoff


2º Lugar
O INFINDO CICLO DOS DIAS
Eduardo Canha e Piero Ereno
Intérprete - Shana Muller e Michele Buss

3º Lugar
A MULATA DO TROPEIRO
Sabani Felipe de Souza e Luciano Ferreira
Intérprete - Leonardo e Chico Paim

Melhor Poesia
Namorado das Rimas
RAMIRES MONTEIRO

Melhor Instrumentista
SAMUCA (Samuel Negrinho) - Gaita

Melhor Intérprete
JEAN KIRCHOFF

Música Mais Popular
CANHA COM MARANDUVÁ
Túlio Urach e Ricardo Martins

14 de agosto de 2010

GRITO DO NATIVISMO


Buenas Gauchada..
Na noite de ontem, foram apresentadas no 21º Grito da Canção em Jaguari, somente quatro composições (e uma delas acredito que não esteja concorrendo, já que não é mais inédita)..minha amiga querida Analise Severo encerrou a noite de ontem com uma música linda..pelo palco tambem passaram Jorginho Freitas com Arissom e Emersom Martins (maszaaa familia de talento) e também Érlon Péricles. Na direção de palco meu amigo querido Rico Bertoletti e na apresentação Paulo de Freitas Mendonça.
Hoje, oito composições serão apresentadas e vocês podem acompanhar pela Rádio Jaguari AM AO VIVO clicando AQUI
Beijo, bom findi a todos..suerte aos amigos queridos que se apresentam hoje...
Fui!!!